Potencial de um ClienteHá uma frase que gosto muito de usar sempre que estou a falar com outros vendedores: “Pelo amor que tem à sua profissão e ao seu negócio, não atire em qualquer pardal que lhe passa a frente!”. Mas por mais que uma pessoa fale, na prática evitar isso é muito mais complicado.

Conheci no meu percurso profissional vários vendedores que no seu processo de arranque “foram a todas” sem ligar alguma se existia ou não rentabilidade no negócio. Precisavam “como pão para a boca” de referências para conseguirem vender a outras empresas. Mas o que também vi acontecer foi que muitas delas faliram por não terem dinheiro para manter o negócio a funcionar.

Também conheci vendedores que criaram a sua estratégia comercial e alinharam-na com os potenciais clientes. Já escrevi em outros artigos sobre a minha experiência no Energia de Portugal e o quão bom foi poder participar e aprender o que aprendi.

Criar uma estratégia de venda permite definir as regras pela qual uma oportunidade vai ser avaliada, analisada e decidida se é ou não uma oportunidade que valha a pena ser trabalhada.

Qual o vendedor que no seu percurso profissional não ficou muito entusiasmado com um potencial cliente que, sem pensar duas vezes, investiu todo o seu esforço para o conseguir pensando que seria uma excelente referência e que depois veio a se comprovar que afinal era insignificante?

A verdade é que nem toda oportunidade pode ser “cegamente” avaliada como boa. É preciso que o vendedor saiba quando deve abandonar um potencial (ou mesmo efetivo) negócio. Para isso deixo alguns conselhos interessantes:

1. CONSEGUE ENTENDER QUAL É EXATAMENTE A “DOR” DO SEU POTENCIAL CLIENTE?

Num dos vários cursos de vendas que já frequentei, o formador dizia que o dever de um vendedor é descobrir o problema “real” que um potencial tem, e que, por regra, não diz ter. Isso porque, um potencial cliente tem uma tendência para sobrevalorizar o problema mais pequeno para que no final a proposta não tenha um valor muito elevado. Se um vendedor não souber fazer as perguntas exploratórias corretas para descobrir o verdadeiro problema, poderá até ganhar o projeto inicial (mais pequeno). Mas no decorrer da resolução do problema inicial o cliente começar a exigir que (já agora) resolva o problema maior (que não tinha sido sequer referido anteriormente) sem ter que pagar mais por isso. Como o vendedor quer manter o seu cliente feliz, faz o que ele pede, não cobra por isso e perde tempo, dinheiro, capacidade negocial e todo o respeito do cliente.

Leia também este artigo relacionado com este ponto: Tem a certeza que consegue identificar uma boa oportunidade de venda?

2. ESTÁ A FALAR COM A PESSOA CERTA?

Conhece a expressão “Falso poder”? Isso significa que a pessoa que está sentada à sua frente age, fala e demonstra ter “poder” para negociar ou contratar um novo fornecedor, mas é simplesmente alguém que foi designado para falar consigo porque mais ninguém na organização tinha interesse em saber o que quer vender. Mas cuidado que o contrário também é muito comum. Desvalorizar a pessoa que está a sua frente pensando que ele é um “Zé-ninguém” dentro da empresa, quando ele, mesmo não sendo quem vai assinar a encomenda, é a pessoa que vai decidir o negócio e o seu superior irá ser somente a pessoa que assina a ordem de compra.

Leia também este artigo relacionado com este ponto: Seis excelentes dicas para contactar os decisores ou este Conseguir acesso ao Decisor é possível. A Chamada Fria funciona, se você souber como.

3. TEM UMA EXCELENTE PROPOSTA DE VALOR?

Apresente-me um produto ou serviço que acha que é único no mundo, que a seguir apresento-lhe uma empresa que produz ou faz exatamente o mesmo, ou melhor! Ou seja, estamos a viver num mundo onde tudo o que vendemos pode ser considerado como “mercadoria”. O que faz a diferença a favor de uns em relação a outros? O “Valor” aportado, a solução que permite o cliente ver um determinado item como uma mais-valia para o seu negócio. Se o que vende não tem nada que seja merecedor de um destaque, por exemplo em relação ao cliente, que ajude a reduzir o grau de stress ou resolver vários problemas com a mesma solução ou ajudar a vender mais ou então ajudá-lo a ser reconhecido como um solucionador de problemas perante os seus pares, então é hora de voltar ao escritório e refazer toda a sua proposta e solução para que elas sejam reconhecidas como uma proposta de valor.

Leia também este artigo relacionado com este ponto: Como criar propostas de valor ou este Como Pablo Picasso estabeleceu o seu valor

4. Tem realmente o controle no processo de venda?

Já sofri deste problema na pele. Com a ânsia de querer conseguir fechar um negócio com uma empresa que considerava “importante”, deixei que fossem eles a gerir todo o processo de venda e eu era um mero seguidor do que eles pediam. Eu nunca consegui dominar o processo. Eles definiram as condições iniciais de fornecimento e logo na primeira reunião, começaram a liderar as negociações do preço, sempre “abanando” a bandeira do quanto eles eram importantes e o quanto a minha empresa iria beneficiar ao tê-los na lista de cliente. A partir daí já não tive mãos para a negociação. O meu preço era caro em relação ao da concorrência, eu descia o valor, a concorrência fazia o mesmo, eu descia o valor, a concorrência fazia o mesmo, e isso aconteceu até a um ponto onde o valor global final da proposta já era 95% menor do que o inicialmente proposto. Perdi o negócio e a concorrência que também deixou de ganhar muito dinheiro, ganhou, mas até hoje, não implementou nada. Aprendi a lição e desde então, sempre que isso acontece, eu prefiro sair do negócio. Eu já não negoceio preços.

Leia também este artigo relacionado com este ponto: Como obter melhores resultados numa negociação ou este Cinco etapas essenciais para melhorar a sua capacidade de negociação

Pense nisso e boas vendas.

Por Wilques Erlacher – www.vendamelhor.org

 

Treino em VendasQuando eramos criancinhas, eramos os melhores negociadores e os melhores vendedores do mundo (isto é: do nosso mundo, apenas composto pela mamãe e pelo papai, não é?).

Depois, quando este paraíso da infância se perde, na adolescência (justamente quando começamos a namorar e que faria muito jeito saber vender e negociar, certo?!) perdemos o jeito. Sem remédio?

Meus amigos, esta introdução foi escrita pelo consultor empresarial Philippe Gyer, da Exec Education de Portugal, num e-mail que ele me enviou em Março de 2013.

Lá ele cita também um termo que lhe chamou atenção num livro que acabara de ler, do bom autor – Gavin Kennedy: “Everything is Negotiable” (Tudo é Negociável). O tal termo interessante é (em inglês): Remedial Trainning, treinamento remediável.

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Alto Desempenho empresarial com Método DeRose

luis lopesEsta pode ser considerada uma entrevista “diferente” uma vez que não vamos falar da técnica de venda propriamente dita, mas sim sobre factores, métodos e técnicas comportamentais que nos propiciam alta performance nas várias esferas da nossa vida: pessoal, profissional, emocional, desportiva, etc..

Vamos falar com um especialista no método DeRose, o professor Luis Lopes.

Nesta entrevista vai ficar a conhecer algumas técnicas que lhe irão permitir responder melhor aos desafios do quotidiano.

Compreenda o método DeRose pela voz do Prof. Luis Lopes e conheça algumas técnicas para gerir o stress e também os 4 módulos do curso maximizar para que possa atingir alto desempenho no seu desenvolvimento pessoal e profissional.

“O Método DeRose é uma proposta de estilo de vida com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tónus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontração e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhecimento.”

Ouça ainda os conselhos do Prof. Luis Lopes que são um autentico mantra sobre a forma de condução da sua vida e … muito mais!

 

Não perca esta entrevista pois vai-se surpreender ….

 

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Objeccção e compromisso em vendasCaro leitor, desta vez proponho-lhe que me acompanhe numa reflexão sobre como lidar com as objecções do cliente. Quero analisar consigo em detalhe essa coisa da ultrapassagem das objecções, de como chegar ao sim do cliente apesar delas. Ou seja, proponho-me abordar o tema dos princípios e metodologias de comunicação perante as objecções do cliente.

E, para começarmos, emendo já a frase anterior. Em vez de “como chegar ao sim  do cliente apesar das objecções”, deveria ter escrito: como utilizar as objecções para chegar ao sim do cliente. Assim é que está bem porque é isso que devemos fazer. E ainda, nesta mesma linha, repare que não usei nenhuma expressão do tipo rebater, contrapor, contra-argumentar… Eu prefiro a expressão contornar objecções e espero que, para si leitor, os motivos desta minha preferência fiquem claros ao longo deste texto.

É que convencer alguém, contornar uma objecção, não é o mesmo que um debate, por exemplo, entre políticos. Perante uma objecção não devemos pretender derrotar o cliente com argumentos supostamente superiores. E isto porque quem vai decidir quais são os melhores argumentos não é uma audiência eventual, como no caso do debate entre políticos, na tv, por exemplo, mas sim o próprio cliente. Quem decide quais são os melhores argumentos é ele. É o nosso cliente que decide comprar, fazer negócio, passar à fase seguinte da análise ou construção de uma proposta, etc. E ele, tal como acontece com a maioria dos seres humanos na maior parte das situações, tenderá a decidir-se pelos seus argumentos. Por este motivo, é claro que desvalorizar ou contrariar as objecções é uma táctica que dá o resultado contrário ao que desejamos. continue reading…

matar_clienteNão se preocupe! Embora eu goste bastante de artes marciais, não lhe vou apresentar nenhum golpe ninja para aniquilar os seus clientes ou a sua concorrência.

Vamos antes falar de alguns erros que se fazem num processo comercial.

Vamos dividir isto em três momentos distintos.

O primeiro momento será quando ainda não conhecemos o cliente e o queremos abordar para marcar uma reunião.

Nesta fase, os maiores erros que encontro frequentemente prendem-se com o facto de a maioria dos comerciais não fazer o seu trabalho de casa.

Ou seja, preparar os processos de abordagem ao potencial cliente.

Muitas das vezes pegamos no telefone e começamos a tentar chegar às falas com o potencial cliente, sem mesmo saber o que fazem concretamente, em que moldes, qual o seu panorama económico, etc., etc., etc.

Ou seja, a nossa abordagem vai na onda do:

“Boa tarde, gostava de falar com o Senhor Eng.º. XYZ.”

Do lado de lá, a maior parte das vezes, temos uma pessoa que pensa imediatamente:

“Tu e mais trezentos hoje!” continue reading…

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